Diogo Nogueira explica homenagem a Paolla Oliveira: 'Não estou pedindo para voltar'

  • 05/03/2026
(Foto: Reprodução)
Diogo Nogueira comenta relação atual com Paolla Oliveira. "Eu falo com ela semanalmente" Em entrevista ao g1 nesta quinta-feira (5), Diogo Nogueira falou sobre as duas décadas de carreira, como enfrentou a depressão, a influência do pai João Nogueira e a homenagem que fez para Paolla Oliveira, com quem teve um relacionamento de cinco anos, em seu novo álbum "Infinito Samba". "A gente se respeita. Isso não quer dizer que uma homenagem que estou fazendo para uma pessoa que foi importante na minha trajetória, que eu esteja pedindo para voltar. Isso é um desejo do público, não é nosso", disse sobre a música "Flor de Caña" que escreveu para Paolla Oliveira. Diogo foi entrevistado ao vivo no g1 Ouviu, o podcast e videocast de música do g1. A conversa fica disponível em vídeo e podcast no g1, no YouTube, no TikTok e nas plataformas de áudio. Diogo Nogueira no g1 Ouviu Fábio Tito/g1 Diogo Nogueira começou fazendo comentando sobre as duas décadas de carreira. “A gente acaba aprendendo bastante com a vida, com as pessoas que passam na sua trajetória. Eu comecei de uma forma muito crua na gravação de um audiovisual em 2006. A partir daí minha história começa. Aprendi muito na estrada, fazendo shows”, disse. Apesar de não gostar muito do seu primeiro álbum, intitulado "Diogo Nogueira Ao Vivo" e gravado do teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, o cantor explicou que ele serviu como um aprendizado. “Foi um dos mais vendido da minha história. É um divisor de águas. Eu sou muito grato, mesmo não curtindo muito". Sobre a turnê "Infinito Samba", o cantor afirma que buscou referências internacionais para a montagem. "Fui a alguns shows da Broadway, em Nova York, para tentar trazer para o meu espetáculo e para o samba esse universo." Diogo contou ainda do trabalho em parceria com o diretor Rafael Dragaud, que faz a direção artística de "Infinito Samba". "Rafael é um gênio, ele tem uma sensibilidade, que entendeu desde o início tudo aquilo que eu queria". Diogo Nogueira no g1 Ouviu Fábio Tito/g1 Futebol e depressão Diogo relembrou a lesão da época em que era jogador de futebol, episódio que o fez optar pela carreira na música. Ele contou ainda que foi nesse mesmo período que passou por uma depressão. “Eu tinha consciência que tinha uma certa idade para futebol. Era a última cartada que estava dando. Mas não esperava que logo depois tivesse uma depressão profunda. Eu superei isso de uma forma muito bonita porque foi praticamente sozinho. Eu resolvi sair desse lugar. Cuidei de mim para estar aqui onde estou hoje”, falou. Diogo Nogueira posa para foto antes de entrevista ao programa g1 Ouviu, no estúdio do g1 em São Paulo Fábio Tito/g1 Infância ao lado de grandes nomes Diogo Nogueira relembrou ainda como foi sua infância ao lado de grandes nomes do samba. "Para mim, eles eram pessoas normais. Era o tio, a tia". Ele comentou também a relação com o pai, o sambista João Nogueira, e destacando o temperamento do músico. "Meu pai era um cara muito rígido. Ele tinha os ideais dele. Era difícil convencê-lo a mudar. De um coração imenso, um grande pai." O cantor explicou que as dificuldades que o pai passou com gravadoras serviram como aprendizado. "Eu fiquei muitos anos com gravadora, mas, a partir do momento que eu vi que não estava sendo legal, eu fiz um acordo e resolvi fazer minha carreira independente. É mais difícil, mas consegue trabalhar de forma bacana". Ele também mencionou nomes que marcaram sua trajetória, como Alcione e Beth Carvalho. Ao ser perguntado sobre os conselhos que recebeu delas, contou que a orientação era sempre “seguir estudando e ouvindo música”. Diogo falou ainda sobre a pressão em ser filho de João Nogueira. "Acho um absurdo certas comparações. Só o filho de alguém que já foi consagrado que não pode? Todo mundo pode. Eu nunca fiquei me preocupando com isso". "Eu sempre recebi críticas e continuo recebendo. Eu não tenho que provar mais nada para ninguém. São 20 anos de carreira consolidada". 'Eu não tenho que provar mais nada para ninguém', diz Diogo Nogueira Ascensão do pagode O cantor reflete sobre as mudanças no cenário musical com a ascensão do pagode. "O samba perdeu o espaço de estar na mídia e no mercado. Mas continua nos nos lugares onde ele sempre resistiu e sempre esteve: nos guetos." Ele citou nomes da nova geração, como Mosquito, Inácio Rios, Marina Íris. Diogo ainda comentou que próprio filho também quer seguir seus passos na música. Ele é afinado, ainda tem uma voz imatura, muito jovem. Mas acho que da forma que está estudando. Mas eu disse: Primeiro você me entrega o canudo [diploma], depois você pode fazer o que quiser da sua vida." Diogo Nogueira no g1 Ouviu, no estúdio do g1 em São Paulo Fábio Tito/g1 Paolla Oliveira O cantor ainda relembrou como que escreveu uma música para Paolla Oliveira, "Flor de Caña". Diogo disse que escreveu durante uma viagem e organizou para que isso fosse um presente de aniversário para a atriz. "No dia do aniversário dela, eu disse que tinha um presente. Eu não comprei, eu diz. Ela ficou com olho arregalado. Foi incrível", relembrou. Diogo Nogueira e a atriz ficaram juntos por cinco anos. Questionando se é difícil cantar a música depois da separação, ele respondeu que não existe nenhum problema. "Eu falo com ela semanalmente. O casal não existe, mas o amor continua. Ainda me preocupo com ela. O amor se transformou em amizade". Diogo Nogueira posa para foto antes de entrevista ao programa g1 Ouviu, no estúdio do g1 em São Paulo. Imagem feita com técnica de múltipla exposição Fábio Tito/g1

FONTE: https://g1.globo.com/podcast/g1-ouviu/noticia/2026/03/05/diogo-nogueira-explica-homenagem-a-paolla-oliveira-nao-estou-pedindo-para-voltar.ghtml


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